terça-feira, 18 de agosto de 2015

Levantamento lista 5 melhores empresas para se trabalhar, segundo os próprios funcionários

Consultoria Glassdoor aponta Google e Nestlé entre as melhores firmas para seus empregados; levantamento leva em conta itens como remuneração e oportunidades de crescimento.



Análise considerou, além de salário, fatores como valores da empresa e compatibilidade com vida pessoal.

Todo mundo sonha em trabalhar em uma empresa onde se sinta valorizado, confortável e bem remunerado. No geral, é o funcionário que precisa vender bem suas qualidades para demonstrar que é o candidato ideal. Mas e as empresas? Quais são as melhores para os empregados?
 
 
A melhor resposta, é claro, não vem delas, mas dos próprios funcionários.
A consultoria Glassdoor ouviu empregados de multinacionais e de empresas americanas para saber a resposta. Eles tiveram que dar notas de 0 a 5 para as empresas em vários aspectos.
Essas foram as cinco melhores:

Google
O gigante das buscas online teve uma média de 4,5.
Suas pontuações médias nas áreas principais foram:
Cultura e valores: 4,4
Equilíbrio entre vida e trabalho: 3,9
Liderança dos superiores: 3,8
Compensação e benefícios: 4,4
Oportunidades de carreira: 3,9
Sobre os salários, o relatório dá exemplo de um engenheiro de software que ganha em média US$ 127.628 por ano e um sênior que, no mesmo posto, ganha US$ 162.202.

Alguns comentários dos funcionários:
A favor: "É genial acordar de manhã e escutar que a empresa para a qual você trabalha vai evitar mortes com sua tecnologia ou levar internet em balões para zonas rurais."
Contra: "A empresa desacelerou até o ponto de frustração e as reorganizações são comuns demais", diz um ex-funcionário.

Bain and Company
A firma global de consultoria estratégica para negócios, ONGs e governos teve nota 4,4.
Notas nas principais áreas:
Cultura e valores: 4,7
Equilíbrio entre vida e trabalho: 3,5
Liderança dos superiores: 4,3
Compensação e benefícios: 4,4
Oportunidades de carreira: 4,6

As dados da Glassdoor mostram que um assessor (consultant) ganha em média US$ 139.567 ao ano e um assessor associado US$ 76.488 ao ano.

Comentários dos funcionários
A favor: "Cultura incrível (...) Há uma mistura de inteligência e humildade que você não encontrará em outras grandes empresas de consultoria."
Contra: "Equilíbrio entre trabalho e vida. Pode haver horários difíceis e as viagens (que você tem que fazer) não são sempre convenientes."

Nestlé Purina
A multinacional alimentícia aparece na terceira posição, com uma nota média de 4,4.
Notas nas principais áreas:
Cultura e valores: 4,5
Equilíbrio entre vida e trabalho: 4,2
Liderança de superiores: 4,2
Compensação e benefícios: 4,2
Oportunidades para carreira: 4,2
Salários médios mencionados são de US$ 62.426 anuais para analista e US$50.609 anuais para gerente de território.

Alguns comentários de empregados:
A favor: "Estabilidade e respeito pelo ambiente da empresa."
Contra: "Vi poucas promoções no departamento em que trabalho."

F5 Networks
A multinacional de serviços de informática se situa na 4ª posição, com uma nota de 4,3.
Cultura e valores: 4,2
Equilíbrio entre vida e trabalho: 4,0
Liderança dos superiores: 3,7Compensação e benefícios: 4,3
Oportunidades de carreira: 3,8
Entre os salários médios mencionados estão US$108.103 por ano para um engenheiro de software e US$145.392 anuais para um sênior.

Alguns comentários de funcionários:
A favor: "Salário muito competitivo, grandes benefícios que desafiam as grandes multinacionais"
Contra: "Às vezes os chefes são muito reativos: meu trabalho do momento pode variar com base na 'simulação de incêndio' do dia."

Boston Consulting Group
Um das empresas de consultoria mais importantes do mundo. Está na quinta posição, com uma nota de 4,3.
Notas nas áreas principais:
Cultura e valores: 4,2
Equilíbrio entre vida e trabalho: 2,8
Liderança dos superiores: 3,8
Compensação e benefícios: 4,3
Oportunidades de carreira: 4,3
Os salários médios anuais que o Glassdoor menciona são, por exemplo, líder de projeto (US$177.180) e consultant (US$145.875).

Alguns comentários dos funcionários:
A favor: "Projetos de alto impacto: em alguns casos, os temas tratados têm relevância mundial."
Contra: "Os horários são difíceis. As viagens são duras. E as expectativas são sempre altas demais."
Outras empresas conhecidas que aparecem na lista são Procter and Gamble (11º), Facebook (13º), Apple (22º) e Nike (25º).

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2015/08/levantamento-lista-5-melhores-empresas-para-se-trabalhar-segundo-os-proprios-funcionarios.html

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Einstein terá vestibular e dinâmica de grupo para novos alunos de medicina

O Hospital Israelita Albert Einstein, complexo de saúde existente há 60 anos em São Paulo (SP), oferecerá o curso de graduação em medicina a partir do início de 2016. Serão 50 vagas abertas semestralmente, com mensalidades de R$ 5.900 (veja abaixo valores de outras faculdades de medicina). O período de inscrições para o processo seletivo da primeira turma começará nesta segunda (17).
saiba mais
 
A forma de ingresso tem especificidades: a primeira fase, no dia 1º de novembro, é mais próxima da convencional, com prova escrita, formada por testes, perguntas dissertativas e redação. Preparado com exclusividade pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), o exame selecionará os 250 estudantes com maior pontuação. Os candidatos poderão escolher se desejam usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como bônus – caso tenham um bom desempenho e queiram utilizá-la, ela representará 20% da média nesta fase. O grupo selecionado seguirá para uma segunda etapa, em que outras habilidades serão testadas.
Custo das faculdades de medicina com melhores notas CPC (Conceito Preliminar de Curso), de acordo com o MEC
InstituiçãoMensalidade
Universidade Caxias do Sul (RS)R$ 5.813,29
PUC-RS (RS)R$ 5.588,29
UNI-BH (MG)R$ 5.560,64
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo (SP)R$ 5.094,55
Multivix Vitória (ES)R$ 4.799,00
Universidade Nove de Julho (SP)R$ 4.658,00
Univás (MG)R$ 4657,00
Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP)R$ 4594,00
Universidade Positivo (PR)R$ 4.650,00
FMABC (SP)R$ 4.370,00
DINÂMICA DE GRUPO
Os candidatos passarão por oito estações diferentes, nas quais ocorrem dinâmicas de grupo e trabalhos em equipe. Dois observadores avaliam o desempenho dos vestibulandos para que 50 sejam aprovados. A intenção é selecionar aqueles que possuem habilidades correspondentes ao perfil de profissional do Einstein.
“Uma prova mede só uma dimensão do aluno. Não avalia a capacidade de relacionar-se com outras pessoas, por exemplo. E o contato humano é importante para nós, médicos”, afirma Claudio Schvartsman, vice-presidente de ensino e pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein.
Caso haja, entre os selecionados, alunos que não tenham condições financeiras para pagar a mensalidade, serão ofertadas bolsas de estudo para até 20% dos matriculados. A princípio, o benefício valerá para um ano – a renovação dele dependerá do desempenho do estudante nas avaliações do curso. De acordo com Schvartsman, a intenção não é que a faculdade lucre: ela deve ser autossuficiente, sem depender de subsídio do hospital. O valor arrecadado será 100% reinvestido na graduação.
Aulas
A ideia de criar o curso veio a partir da necessidade de formar um número maior de médicos no Brasil e de preparar profissionais mais humanos. O Einstein já possuía programas de pós-graduação e residência, além da graduação em enfermagem – faltava apenas o ensino superior em medicina.
“Não queremos apenas bons especialistas, e sim líderes, que saibam trabalhar em grupo”, diz Schvartsman. “O ensino nesta área, em geral, é muito individualista. A responsabilidade de cada um é grande, mas é preciso lidar com equipes multidisciplinares, como em uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).”
Por isso, os alunos terão disciplinas focadas em formação humanística, que abordem cuidados alternativos, direito à vida e à morte, preparo para lidar com doenças sem cura, entre outros temas. Também serão ensinados, de acordo com o vice-diretor de ensino e pesquisa, a ter noções de gestão, sobre fontes pagadoras, Sistema Único de Saúde (SUS), legislação relacionada à saúde e mercado de trabalho.
Os professores da graduação trabalham no Hospital Israelita Albert Einstein – para as áreas em que não há docentes disponíveis no complexo de saúde, profissionais de fora serão contratados. Por enquanto, cinco pessoas foram escolhidas – dentre elas, um bioquímico.
As aulas, conta Schvartsman, serão ministradas seguindo o método “team-based learning” (“aprendizagem baseada em equipes”) – a sala será composta por mesas grandes, ocupadas por equipes de alunos. Elas recebem textos e livros e debatem sobre eles em grupo.
“O professor é apenas o moderador da discussão. Há aulas expositivas, mas são minoria”, diz o vice-diretor de ensino e pesquisa. Para ele, a geração atual de jovens é acostumada “ao padrão 140 caracteres do Twitter”: está mais digital e antenada, não conseguiria absorver tanto conteúdo ou manter a concentração em aulas de formato tradicional.
Claudio Schvartzman, vice-presidente de ensino e pesquisa do Einstein, afirma que a intenção da faculdade é se sustentar, sem subsídio do hospital (Foto: Divulgação)Claudio Schvartzman, vice-presidente de ensino e
pesquisa do Einstein, afirma que a intenção da
faculdade é se sustentar, sem subsídio do hospital
(Foto: Divulgação)
Quanto ao conteúdo, o foco será em ensinar o que será útil na prática da profissão. A equipe organizadora do novo curso de graduação acredita que os dois primeiros anos das faculdades de medicina são sempre focados em ensinamentos de fisiologia, anatomia e outras matérias que exigem memorização excessiva de matérias. Pouco tempo depois, os estudantes não conseguem mais se lembrar de tantas informações detalhadas.
O objetivo do curso do Einstein será, portanto, o de ater-se ao que fará sentido para o exercício clínico. Claudio Schvartsman cita um exemplo: no início, em geral, aprende-se sobre 60 reparos anatômicos do fêmur. Mas, no dia a dia da profissão, só 10% deles serão úteis para tratar os pacientes. “A graduação vai focar sempre nesta parcela mais importante”, conta.

As turmas de medicina terão aula na unidade Francisco Morato, no Butantã, no mesmo local onde está sediado o curso de enfermagem. Em 2017, um novo prédio será inaugurado no Morumbi, em uma área onde funcionava um estacionamento.

Avaliação
Todas as aulas serão filmadas e disponibilizadas aos alunos pela Internet, no portal acadêmico. Não haverá chamadas nem registros de presença física dos estudantes. No entanto, os conteúdos serão cobrados semanalmente, em provas definidas como “obsessivas” por Schvartsman.

Também existirá uma forma de avaliação feita pela própria classe. Cada aluno precisará julgar o desempenho de seus colegas de equipe – e não adianta distribuir um “ótimo” a todos. Pelo menos um deve ser definido como “ruim”.  É uma cota de notas que deve ser dividida entre o grupo.
Internato e intercâmbio
O internato, período em que o estudante de medicina faz estágio em hospitais, será diferente na faculdade do Einstein: em vez de ocorrer nos dois últimos anos, como na maioria dos cursos, durará 6 meses a mais que o usual.
O aluno poderá estagiar no próprio Einstein, no Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch (M’Boi Mirim), na Unidade de Pronto Atendimento do Campo Limpo, no Ambulatório de Paraisópolis, no Hospital da Vila Santa Catarina (provavelmente disponível a partir de 2016), entre outras instituições.

Também haverá a possibilidade de intercâmbio de alunos do curso de enfermagem e de medicina com a Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. O projeto, opcional, poderá ser feito no meio da graduação (antes do internato) ou após a conclusão do curso.

Fonte: G1 http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/08/einstein-tera-vestibular-e-dinamica-de-grupo-para-novos-alunos-de-medicina.html

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Uso do whatsapp no trabalho


Uso do Whatsapp no trabalho pode dar demissão; veja regras e riscos

Ações na Justiça aumentaram devido ao mau uso do aplicativo.
Veja regras que valem tanto para empregado quando para empregador.



O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, assim como as demais redes sociais, agiliza a comunicação entre as pessoas em qualquer lugar e hora. Mas, quando se trata do uso do aplicativo no trabalho, é preciso cuidado e bom senso. A regra vale tanto para o empregado quanto para o empregador.

Segundo o advogado trabalhista Bruno Gallucci, do escritório Guimarães & Gallucci, com a popularização do WhatsApp aumentou o número de ações trabalhistas na Justiça. Isso principalmente porque é cada vez mais comum que os profissionais, depois do horário do expediente, continuem sendo acionados pelo empregador para resolver questões do trabalho por meio do aplicativo. “As conversas fora do expediente de trabalho podem servir de prova e, dependendo do caso, abrem caminho para pedido de horas extras”, explica.
 
Gallucci alerta, porém, que todos os casos devem ser avaliados. “Caso sejam apresentados os prints das conversas, isso pode servir de prova contra o empregador e resultar em uma condenação trabalhista em favor do empregado. O mais indicado é que a empresa evite esse tipo de contato com os empregados, ainda mais fora do expediente de trabalho”, recomenda.
Para Daniela Moreira Sampaio Ribeiro, advogada do escritório Trigueiro Fontes, o empregado deve ter cuidado ao se dirigir aos colegas ou a um superior hierárquico nas conversas do aplicativo e também ter moderação na sua utilização durante o expediente. “O empregador tem o direito de exigir do empregado concentração total no seu trabalho, proibindo ou restringindo a utilização da ferramenta para fins particulares. Nesse caso, a desatenção do empregado à orientação pode ter como consequência a aplicação de penalidades disciplinares”, diz.

A advogada trabalhista Vanessa Cristina Ziggiatti Padula, do escritório PK Advogados, alerta que se o aplicativo for utilizado de forma inadequada pelos funcionários eles podem ser advertidos, suspensos ou até ter o contrato rescindido por justa causa.

Empresa em que Felipe Bossi trabalha proibiu o uso do Whatsapp (Foto: Arquivo pessoal)Proibição
Para evitar problemas, a empresa em que Felipe Bossi trabalha proibiu o uso do WhatsApp. E o supervisor de RH de 26 anos tem a missão de comunicar aos funcionários da empresa de serviços de limpeza, portarias e construção sobre a proibição. “A orientação é para evitar o uso. Se a pessoa utiliza com certeza não é para coisas de trabalho. Já tive provas de que tira a atenção, o funcionário acaba fazendo os procedimentos de forma errada”, diz.

Além do WhatsApp, a empresa bloqueou o uso de redes sociais como Facebook no computador e celular.

Segundo ele, a orientação veio depois que a empresa notou que o uso do aplicativo estava atrapalhando o desempenho dos funcionários. “Há cerca de um ano e meio, logo que notamos que o WhatsApp estava sendo muito usado, já bloqueamos”, afirma.

Os recém-admitidos são informados da proibição na integração com a empresa. “Não é muito bem aceito, mas eles obedecem”, conta. Ninguém foi demitido por descumprir a regra. “Eles têm bom senso, sabem que atrapalha”, diz Bossi.

O supervisor de RH diz que se o funcionário precisa acessar o aplicativo para uma emergência ele tem direito, “aí usa rapidinho”. “Mas o dia inteiro de bate papo, o celular apitando, não é aceitável”, explica.

Os funcionários não recebem instruções pelo Whatsapp ou Facebook, só por email. Se o funcionário é flagrado usando o aplicativo, ele tem a atenção chamada.

Veja abaixo o que pode e não pode e o que pode causar punições e até demissão:
Problemas com Whatsapp (Foto: G1)
Daniela Moreira Sampaio Ribeiro, do escritório Trigueiro Fontes, diz que a solicitação de tarefas ao empregado via WhatsApp fora do seu horário de trabalho pode configurar tempo à disposição do empregador e motivar reclamações trabalhistas pleiteando o pagamento de horas extras.

Horas extras
Vanessa Cristina Ziggiatti Padula, do escritório PK Advogados, diz que a empresa não pode exigir do empregado a utilização do aplicativo em seu aparelho pessoal ou a compra de telefone compatível –  a exigência apenas poderá ocorrer se o aparelho telefônico for ferramenta de trabalho, concedida pelo empregador e o Whatsapp um meio de comunicação oficial da empresa.
“Outra questão é o sobreaviso, que é o tempo em que o empregado está à disposição do empregador, podendo ser contatado por aparelho celular ou outro meio de comunicação equivalente, em períodos determinados e nos quais deveria estar em descanso, com restrição na liberdade de ir e vir. As mensagens trocadas pelo WhatsApp equiparam-se, nesse caso, a mensagens trocadas no e-mail corporativo”, explica Vanessa.
“O funcionário pode receber hora extra em situações que lhe seja exigido o desempenho da atividade laboral fora da jornada normal de serviço, e quando essas horas extras são realizadas por meio do WhatsApp, como respostas a problemas que surgem de repente, dúvidas e pareceres, temos a chamada ‘jornada virtual’, ressalta Bruno Gallucci, do escritório Guimarães & Gallucci.

Assédio
“Também os excessos dos gestores na forma de comunicação com os seus comandados, realizando cobrança excessiva, utilizando termos ofensivos e desrespeitosos ou expondo um subordinado de forma negativa e vexatória diante do grupo podem caracterizar um assédio moral e motivar reclamações trabalhistas com pedido de dano moral”, diz Daniela.

Segundo ela, esse mesmo assédio pode ser motivo de reclamação trabalhista contra o empregador se, praticado por colegas do mesmo nível hierárquico, a empresa tomou conhecimento e nada fez para punir o empregado “ofensor”.

De acordo com Vanessa, o uso do WhatsApp de forma inadequada com clientes ou colegas de trabalho poderá levar a penalidades se o aplicativo for utilizado como instrumento de comunicação virtual disponibilizado pelo empregador, servindo como ferramenta de trabalho, destinado essencialmente à troca de mensagens de caráter profissional.
Punições
Daniela diz que punições disciplinares pelo mau uso do WhatsApp podem ser aplicadas pelo empregador quando o empregado dirige-se a colegas de trabalho ou a superior hierárquico de forma desrespeitosa e inadequada. Ou quando o empregado utiliza o Whatsapp para fins particulares, durante o horário de trabalho, comprometendo a sua produtividade e concentração. Nesse caso, se houver regra proibitiva do empregador, a punição ao empregado pode ser mais severa, por ele estar descumprindo regra estabelecida.

Gallucci lembra que o uso de forma exagerada do aplicativo durante a jornada de trabalho, por motivos alheios à função exercida, pode resultar em erros, desvio de atenção e mau desempenho por parte do empregado. Esse uso sem limites pode levar a punições como advertência, suspensão e até uma dispensa por justa causa.

Ações mais comuns (Foto: G1)
De acordo com Vanessa, existem ações na Justiça do Trabalho geralmente quando o colaborador é demitido por justa causa. Os motivos mais comuns de demissão são a divulgação de informações sigilosas da empresa a terceiros, quebra de confidencialidade ou até mesmo assédio moral contra colegas de trabalho. “Em alguns casos, a proibição do uso do celular ocorre para preservar a segurança do empregado e de terceiros e, nesse caso, se a regra é desobedecida, também leva a medida disciplinar e dispensa por justa causa”, diz.
Daniela diz que as mais comuns são de empregados pleiteando horas extras pelo tempo à disposição do empregador, por meio de mensagens de trabalho trocadas via WhatsApp fora do horário de expediente normal, e alegação de assédio moral, protagonizado por superiores hierárquicos, em razão de ofensas e tratamento desrespeitoso em grupos do aplicativo.

Mau uso
Também existem ações trabalhistas nas quais as empresas defendem a justa causa por má conduta comprovada por meio de conversas e participação em grupos de WhatsApp em que o empregado se manifesta de forma ofensiva contra a empresa ou seus superiores hierárquicos, de acordo com Daniela.

Segundo Gallucci, além da crescente demanda de ações por causa de horas extras, há pedidos de reversão de justa causa em decorrência da despedida do empregado pelo mau uso do aplicativo.

Provas que podem ser usadas nas ações (Foto: G1)
O empregado pode reunir provas de que houve contatos via Whatsapp fora do horário de trabalho. Segundo Vanessa, o empregado pode preservar as mensagens e requerer a realização de perícia judicial para apresentação das informações em juízo ou mesmo apresentar as imagens das conversas. “Mas é importante esclarecer que qualquer tipo de mensagem eletrônica tem valor probatório relativo, ficando a critério do juiz avaliar se as informações comprovam as alegações em ação judicial”, informa.
Para Daniela, as mensagens gravadas no próprio aplicativo são meio de prova suficiente, pois registram o conteúdo da conversa, as partes envolvidas, além do dia e hora da troca de mensagens. “Para utilização em processo judicial, o ideal é levar o aparelho celular em um cartório oficial ou Tabelionato de Notas e Registro Civil para que um tabelião transcreva as conversas registradas no Whatsapp num documento chamado Ata Notarial. Esse documento tem cunho oficial e pode ser juntado em qualquer processo judicial”, explica.

Bruno Gallucci diz que a Justiça aceita como prova em processos trabalhistas a grande maioria de documentos, conversas eletrônicas, gravações, fotos e e-mails, desde que as informações tenham sido obtidas de forma lícita.
“O empregado não pode esquecer, entretanto, que para configurar as horas extras não basta uma simples resposta a uma pergunta do seu superior hierárquico. É necessário, via de regra, em observância ao princípio da razoabilidade, que a comunicação seja um tanto quanto considerável”, alerta.

Prevenção de problemas no uso do Whatsapp (Foto: G1)
É possível evitar ações na Justiça se a política em relação ao uso da ferramenta for clara. Vanessa diz que é preciso instituir uma política clara sobre a utilização de ferramentas com acesso à internet durante a jornada de trabalho, orientação dos empregados e fiscalização do uso correto.
Para Daniela, o empregador deve orientar os seus gestores. “Uma boa opção é a criação de regras formais para a utilização da ferramenta, uma espécie de manual de procedimento, disponibilizado a todos, para que se saiba, de antemão, o que é uma conduta adequada e o que é excesso”, diz.
Já o advogado trabalhista Gallucci considera que o empregador deve definir todas as regras em contrato ou criar um código de conduta interno, estabelecendo formas de controle do trabalho e da jornada, bem como regras de utilização do WhatsApp dentro e fora do ambiente profissional por meio de um regulamento, com conhecimento do empregado.

O que o empregador pode exigir (Foto: G1)
O empregador pode proibir o uso do aplicativo durante o horário de trabalho. Para Daniela, caso o empregador entenda que há comprometimento da produtividade, o empregador pode proibir tanto a utilização do aplicativo quanto do próprio telefone celular particular no ambiente de trabalho. Contudo, nessa hipótese de proibição, o empregador tem que disponibilizar ao empregado linha fixa de telefonia para uma necessidade de comunicação fora do ambiente de trabalho.

Vanessa explica que durante a jornada de trabalho, o empregador pode exigir que o empregado tenha sua atenção totalmente focada no desempenho de suas atividades, já que a jornada de trabalho é tempo à disposição do empregador, integralmente remunerado.
No caso do celular, segundo Vanessa, a proibição do celular também é justificada por questões de segurança, já que o aparelho pode causar distração ao empregado e, consequentemente, acidentes.
“Em regra, o que se condena é o uso abusivo dos celulares e os seus diversos aplicativos, sendo que o empregado deixa em segundo plano as atividades dentro do ambiente de trabalho, podendo o empregador impor limites, desde que com previsão expressa no contrato de trabalho ou no código de conduta interno”, diz Gallucci.

Punições ao empregado (Foto: G1)
Se não seguir as orientações do empregador quanto ao uso do celular e aplicativos, o empregado pode ser advertido, suspenso e, dependendo da gravidade do fato, até demitido por justa causa em caso de regra de conduta expressa não ser seguida, segundo Vanessa.

Para Daniela, para que seja possível a punição, as regras devem ser claras e amplamente divulgadas no ambiente corporativo, ou seja, todos os empregados devem ter plena ciência do que podem e do que não podem fazer, para que eventual punição seja legítima.

“As penalidades começam por uma punição mais branda, no sentido de advertir o empregado de que a sua conduta está inadequada. A dispensa por justa causa é a mais grave das punições e só pode ser aplicada se ficar comprovado que o empregado insistiu em desrespeitar as orientações do empregador, apesar de já ter sido repreendido por diversas vezes, com as penalidades mais brandas”, explica.

Contudo, segundo ela, existem situações em que uma única conduta é considerada grave o suficiente para justificar a demissão por justa causa. Um exemplo disso é a divulgação pelo empregado, via WhatsApp, de imagens comprometedoras que violem segredo da empresa ou que exponham a público alguma situação que deveria ser preservada. “Nessa hipótese pode-se entender que houve falta grave e quebra de confiança, pelo empregado, que impossibilitam a continuidade da relação de emprego e justificam uma justa causa”, conclui.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Perguntas inusitadas em entrevistas de seleção

Veja perguntas inusitadas em entrevistas e as razões de serem feitas

Questões podem avaliar capacidade de lidar com dificuldades, por exemplo.
Veja perguntas feitas em entrevistas de emprego que são ilegais nos EUA.


Algumas perguntas feitas em entrevistas de emprego são inusitadas e podem até parecer inadequadas aos candidatos porque eles não estão familiarizados com elas e questionam o que teriam a ver com o trabalho. Pesquisa do site de carreiras norte-americano CareerBuilder feita com mais de 2.100 gerentes de contratação e de recursos humanos mostra as perguntas incomuns favoritas dos recrutadores em entrevistas de emprego e os motivos de terem sido feitas:

"Você acredita em vida em outros planetas?"
A pergunta pode ser solicitada para ver se um candidato pensa que qualquer coisa é possível.

"Que superpoder você gostaria de ter?"
A forma como os candidatos respondem a essa pergunta pode fornecer pistas de como eles enxergam seus pontos fortes e fracos.

"Se você estivesse preso em uma ilha, que dois itens que você gostaria de levar com você?"
Respostas a essa pergunta poderiam indicar a capacidade do candidato de enfrentar uma situação difícil com recursos limitados.

"Se você não tivesse que trabalhar, o que você faria?"
Essa pergunta fornece uma prévia dos valores e interesses do candidato fora do ambiente de trabalho, o que pode ajudar a avaliar como ele seria dentro da empresa.

"Se você estivesse preso em um liquidificador, o que você faria para sair?"
Essa pergunta pode avaliar a criatividade do candidato, capacidade de pensar sob o ponto de vista do outro e habilidade para resolver problemas.

"Como você discutiria com um grupo de gatos?"
Um gerente de contratação pode fazer essa pergunta para saber mais sobre a capacidade do candidato para organizar, liderar e motivar os outros.
Perguntas ilegais
Candidatos a emprego podem pensar que são os únicos que temem dizer algo errado ou inadequado, mas os recrutadores também se sentem sob pressão. Em uma pesquisa realizada pelo CareerBuilder, 1 em cada três recrutadores norte-americanos indicaram que não sabiam que fizeram perguntas ilegais na entrevista. 
“Embora a intenção não seja prejudicar ninguém, recrutadores podem estar se colocando sob risco sem saber e sofrer ações na Justiça, assim como um candidato poderia argumentar que certas perguntas foram usadas para discriminá-lo”, diz Rosemary Haefner, diretora de recursos humanos do CareerBuilder.

Veja abaixo as perguntas feitas em entrevistas de emprego que são ilegais nos EUA que os empregadores indicaram que não sabiam:
- Qual é a sua religião?
- Você está grávida?
- Qual é a sua filiação política?
- Qual é a sua raça, cor ou etnia?
- Quantos anos você tem?
- Você é deficiente?
- Você é casado?
- Você tem crianças ou planeja ter?
- Você está endividado?
- Você consome bebida alcoólica ou fuma socialmente?

Forma de perguntar ajuda
Muitas vezes, a ilegalidade da pergunta está em como o entrevistador apresenta a questão. Veja abaixo exemplos de perguntas nos EUA que soam discriminatórias mas podem ser mudadas para serem adequadas:

"Quando você planeja se aposentar?"
Perguntar os objetivos de longo prazo é bom, mas não é aconselhável perguntar sobre planos de aposentadoria.

"Onde você mora?"
Perguntar onde o candidato vive pode ser interpretado como uma forma de discriminação e, portanto, é ilegal. Perguntar se eles pretendem se mudar, no entanto, pode ser uma boa solução.

"Qual é o motivo da sua dispensa militar?" 
Perguntar por que um veterano militar foi dispensado é ilegal; no entanto, perguntar que educação, formação ou experiência de trabalho foram recebidas durante o serviço militar é satisfatório.

"Você é um cidadão dos EUA?" 
Enquanto não há problema em perguntar se um candidato é legalmente elegível para o emprego nos EUA, há problema em perguntar sobre cidadania ou origem.
Fonte: G1 13/05/2015

domingo, 22 de março de 2015

Cinco verdades que os recrutadores não contam para os candidatos

Comportamento agressivo e arrogância não agradam entrevistadores.
Conhecer a própria experiência e cuidar da aparência contam pontos.


Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, o profissional busca diversas formas de ser notado e conseguir uma oportunidade. Mas como os recrutadores não dão feedback para os candidatos, como eles podem saber se o que estão fazendo é certo ou errado?
O PayScale, site de carreiras norte-americano, listou 5 comportamentos que os recrutadores não gostam, mas que os profissionais não sabem. Veja abaixo:
Comportamento agressivo é irritante:
Depois da entrevista, o candidato pode enviar um e-mail ou um cartão de agradecimento. Isso demonstra educação e boas maneiras. Mas ligar e mandar diversos e-mails quase todos os dias pode resultar em uma resposta negativa. E ao invés de ajudar pode atrapalhar a futura contratação.
Ser arrogante não é legal:
Mesmo que o profissional seja qualificado e possa ser considerado a melhor opção para o cargo em questão, ele não deve ser arrogante e mostrar que sabe disso.
Ter confiança é uma coisa boa, mas o profissional deve lembrar que ainda não conseguiu o trabalho e por mais que ele entenda sobre a área não deve demonstrar que sabe mais que o recrutador. O candidato não deve tentar impressioná-lo mostrando o quanto já sabe.
Não pareça ganancioso:
As pessoas trabalham porque precisam do dinheiro para pagar suas contas, mas isso não deve ser a única motivação do profissional. Por isso, questões sobre o salário não devem ser as primeiras em uma entrevista de emprego. O ideal é falar sobre o cargo primeiro.
Recrutadores buscam pessoas que são apaixonadas pelo que fazem e sabem que provavelmente haverá uma negociação salarial, mas ela não deve ter início logo no começo da entrevista.
Conheça sua experiência:
Os candidatos devem conhecer seu currículo como a palma da sua mão. Quem escorrega durante alguma resposta sobre sua experiência profissional ou educacional passa a impressão de que não é completamente honesto sobre suas qualificações.
é preciso vestir-se de forma adequada e ter cuidado com a higiene:
Pode até ser óbvio, mas o recrutador não vai falar para o profissional que não o contratou porque ele tem uma higiene ruim ou por ele se vestir de maneira inadequada. Dessa forma, o bom senso é fundamental para que o candidato esteja arrumado e com a higiene em dia.

Fonte: G1 (adaptado), disponível em http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2015/03/saiba-5-verdades-que-os-recrutadores-nao-contam-para-os-candidatos.html. Acessp em 22/03/2015.

Saiba o que as empresas de recrutamento buscam nos candidatos

A busca por uma oportunidade no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada. Com a perspectiva de contratação em baixa e empresas buscando profissionais mais especializados, o que os candidatos podem fazer para se destacar entre tantos outros?

Veja na imagem abaixo a "nuvem" de palavras mais citadas pelas empresas. As palavras mais lembradas aparecem proporcionalmente maiores. Palavras similares foram padronizadas (exemplo: foco em resultado/ visão para resultados).
Nuvem de palavras - o que as empresas valorizam nos profissionais (Foto: Arte/G1)
Profissionais que conseguem obter grandes resultados, têm foco e visão estão entre os mais lembrados. Bom relacionamento, boa comunicação, resiliência, trabalho em equipe, aderência aos valores da companhia e comprometimento também ficaram entre as características mais valorizadas.
Veja abaixo o que cada empresa respondeu:
1) Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH Nacional
- Agilidade
- Equilíbrio emocional
- Energia para crescer e aprender
2) Catho
- Ética
- Compatibilidade com os valores da companhia
- Visão estratégica
- Capacidade de inovação
- Comprometimento
- Engajamento
- Paixão pelo trabalho
- Trabalho em equipe
3) Dasein
- Orientação para resultados
- Focados na missão que têm na empresa
- Atuar alinhados às necessidades organizacionais
- Orientação para pessoas
- Cooperação e agir em conjunto
- Inteligência emocional
- Empatia
4) Gi Group
- Multifuncional
- Foco em resultado
- Autodesenvolvimento
- Agregar valor
- Resiliência
5) Grant Thornton
- Coerência na argumentação
- Segurança
- Experiência
- Automotivação
- Engajamento
- Objetividade
- Cordialidade
- Bom relacionamento
- Comunicação
- Alinhamento aos valores da empresa
- Vestir a camisa da empresa
6) Grupo Hays
- Relacionamento interpessoal
- Trabalho em equipe
- Valorizar trabalho do time
- Resiliência
- Foco
7) Havik
- Habilidade técnica
- Agregar valor, integração, diferenciação e melhores resultados
- Espírito empreendedor
- Foco em resultados
- Flexibilidade
8) LHH|DBM
- Facilidade de relacionamento interpessoal
- Resiliência
- Produtivo
- Foco em resultados
9) Page Personnel
- Orientação para clientes e resultados
- Visão para resultados
- Atitude positiva
- Automotivação
- Novos desafios
- Otimista
- Pessoas bem resolvidas
- Visão de negócio
- Abrangente
- Multidisciplinar
10) Resch RH
- Liderança
- Capacidade de influenciar
- Visão sistêmica
- Visão estratégica
- Facilidade para lidar com a mudança
- Criatividade
- Facilidade na tomada de decisão
- Orientação para resultados
- Administrar a diversidade
- Bom relacionamento
- Boa comunicação
- Entusiasmo
- Energia
- Facilidade de aprendizagem
- Flexibilidade
- Adaptabilidade
- Espírito inovador
- Resiliência
- Competência intercultural
11) Randstad Professionals
- Multidisciplinar
- Empreendedor
- Arrojado
- Conhecimento técnico
- Visão de negócio
- Desenvolvimento e relacionamento com pessoas
12) Robert Half
- Proatividade
- Dedicação
- Trabalho em equipe
- Boa postura
- Educação
- Comprometimento
- Organização
13) Talenses
- Articulação e comunicação
- Proatividade e entrega
- Foco em resultados
- Visão de negócio
14) Towers Watson
- Agilidade de pensamento
- Habilidades digitais
- Solução de problemas de forma colaborativa
- Habilidade de pensar agir globalmente
- Transparência
- Capacidade de resposta
15) Trabalhando.com
- Resiliência
- Criatividade
- Comprometimento
Fonte: G1, disponível em: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2015/03/saiba-o-que-empresas-de-recrutamento-buscam-nos-candidatos.html. Acesso em 22/03/2015